sexta-feira, 3 de junho de 2011

Aluguel de ações pode ser uma boa alternativa para a queda da Bolsa?

investidores preocupados, em busca de novas alternativas para obter rendimentos dentro deste cenário de baixa.
Uma das alternativas, que possibilita ganho de capital independentemente da valorização ou não das ações no mercado, é o aluguel de ações. Mas, em primeiro lugar, é importante lembrar que no aluguel de ações existem dois lados: o de quem aluga os papéis e o de quem os toma alugados.
Os especialistas lembram que, para quem aluga, não existe nenhum risco de perder dinheiro. “O único problema é se você quiser vender as ações no período em que elas estão alugadas”, aponta o diretor do Easyinvest, Amerson Magalhães. “Se, por exemplo, tiver alguma oscilação muito forte e uma ótima oportunidade de venda, você acaba ficando de fora”, ressalta.
Por isso, o especialista afirma que alugar as ações que possui pode ser uma boa oportunidade para o investidor obter um rendimento a mais, mas é preciso pensar no longo prazo. “Para quem opera pensando em formar uma carteira para ficar um bom tempo, ganhando dividendos, é uma excelente oportunidade”, aponta Magalhães. “Já para aqueles que querem aproveitar as oscilações de prazo menor, é melhor não alugar”, diz.
Outro ladoJá para aqueles que vão tomar as ações alugadas, o risco é muito maior, especialmente para quem opera pensando na queda do mercado. Isto porque esta é uma operação que possui “prazo de validade”, ou seja, ganhando ou não com a operação, quando o período de vigência do contrato terminar, os papéis terão de ser devolvidos ao dono.
“Operar vendido” é o termo usado para os investidores que alugam o papel com o objetivo de vender e recomprá-lo posteriormente, por um preço mais barato. Esses investidores ganham com a diferença entre o preço de venda e o de recompra, se este for mais barato.
De acordo com o operador de marcado da WinTrade, Gustavo Migliano, os investidores que alugam as ações com este objetivo geralmente fazem outros tipos de operações casadas, como o long & short, por exemplo, que consiste em “mesclar” as posições “long”, de comprado, quando você possui aquelas ações, e “short”, de vendido, quando você aluga e vende, para depois recomprar.
Neste tipo de operação, o investidor aluga os papéis e vende por um preço. Quando o preço das ações recua, ele recompra e fica com a diferença do valor, no momento de devolver os papéis para o dono.
Nestes casos, entretanto, o profissional lembra que os investidores precisam ter um conhecimento mais profundo do mercado, já que os riscos são mais altos e as operações, mais complexas.
Taxas e prazosAs taxas cobradas pelo aluguel das ações geralmente são baseadas na liquidez daquele ativo. Ou seja, as ações mais líquidas e que são mais alugadas acabam pagando taxas menores do que aquelas que têm uma oferta menor de aluguel.
“Dependendo da ação, a taxa de aluguel pode ser maior ou menor”, afirma Magalhães. “Em casos de taxas melhores, dificilmente passará de 5% ou 6%”, diz o diretor do Easynvest.
Já o prazo de aluguel geralmente varia entre 30 e 60 dias, segundo Migliano, da WinTrade. “Tanto o prazo quanto a taxa podem variar. Isso vai ser acordado no momento do fechamento do contrato de aluguel”, afirma o operador.
Lembrando que, tanto para alugar as ações que possui, como para tomar papéis alugados, é necessário entrar em contato com a sua corretora de valores.


Fonte: Info Money
www.infomoney.com.br

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