quinta-feira, 2 de junho de 2011

Meta de 5 mi de investidores até 2014 deve ser adiada


A BM&F Bovespa está debruçada em estudos sobre o objetivo auto-imposto, em 2009, de elevar a quantidade de investidores individuais da bolsa para cinco milhões até o fim de 2014.
Atualmente, as pessoas físicas cadastradas para negociar ações não passam de 600 mil. "Até o mês que vem devemos fazer uma revisão dessa meta", afirmou nesta quinta-feira (2/6) o diretor presidente da bolsa, Edemir Pinto.
Segundo o executivo, o número da meta não será alterado, mas sim o prazo necessário para atingi-lo. "Existe um grande potencial no país, mas as expectativas econômicas que existiam no início do ano foram frustradas", justificou o executivo.
Entre os fatores adversos mais importantes, ele destacou as turbulências internacionais, em especial na Europa, e internamente, as dificuldades de controle da inflação.
Para ajudar a atrair mais pessoas físicas, a BM&FBovespa vai zerar a tarifa de custódia cobrada dos pequenos investidores, segundo Pinto.
A taxa, que cobre o custo da "guarda" das ações dos aplicadores na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), é de R$ 6,90 por mês, mais um percentual variável calculado sobre a posição de quem possui mais de R$ 300 mil em papéis custodiados.
No momento, a bolsa está definindo qual o critério de corte para um investidor ser considerado pequeno e receber a isenção de custódia, segundo o executivo. Possivelmente, as posições acima de R$ 300 mil não representarão a referência para o benefício.
"Isso será anunciado em breve, junto com a revisão das tarifas de negociação e de liquidação que vamos promover", afirmou.


Fonte: Brasil Econômico (www.brasileconomico.com.br)

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